Diariamente inúmeras mulheres sofrem de violência obstétrica, mas pouco se é dado a devida atenção a casos desse tipo, sem falar das ocorrências que não são registradas. Infelizmente a violência obstétrica existe, e é uma realidade que está aí para todo mundo ver. Eu mesma presenciei cenas tristes de maus-tratos a parturiente, de enfermeiros se negarem a ajudar uma gestante a ter seu bebê por ela estar fazendo barulho.
     Mamães, imaginem que negar água  a mulher em trabalho de parto, comida, analgésico, um acompanhante e entre outros direitos, isso tudo e muito mais é violência obstétrica. Imagine aquela episiotomia sem necessidade, que o médico faz só para o próprio comodismo, aquela cesárea sem indicação real, que um médico faz só para ter mais tempo livre, pois um parto normal pode demorar muitas horas. Já imaginou, você prestes a ter seu bebê e uma maternidade se recusa a te internar?
     E aí? O que você faria? Pois é mamães, essa é a realidade que vivemos todos os dias, em diversos órgãos de saúde, que simplesmente desmerecem os direitos humanos e direitos da mulher! Nós temos direito do mais alto padrão de atendimento e tratamento e isso não é feito por falta de discussão e transparência.
     No dia 23 de setembro de 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tornou pública, em português, uma declaração oficial para a PREVENÇÃO E ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE de todo o mundo! Você pode conferir nesse link: (http://goo.gl/uIqLtn)
Como você verá, a OMS convoca “maior ação, diálogo, pesquisa e mobilização sobre este importante tema de saúde pública e direitos humanos.” Como somos parte de um grande movimento de mulheres, e porque acreditamos no poder de transformação e impacto que as nossas vozes são capazes de provocar, novamente esperamos que o fortalecimento da discussão sobre a Violência Obstétrica em nosso país seja feito a partir da perspectiva das mulheres! Afinal, o cuidado deve ser centrado em nossa saúde, nossas escolhas, nossos corpos, nós mesmas.
     Para vocês verem como é preocupante, até a OMS pede que seja discutida e exposta essa questão e que lutemos por ser válidos esses direitos! 
     Então mamães vamos acessar o link e compartilhar esse post, para que essa causa seja passada adiante e outras mães e gestantes tomem conhecimento da realidade atual na nossa saúde!

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