Corriqueiramente diversos pais acabam rotulando seus filhos, as vezes pode vir para o bem, quando o rótulo é algo bom ou que seja construtivo para aquela criança, ou quando o rótulo é algo negativo acaba sendo uma forma de discriminação.

Palavras como: bagunceiro (a), bobo (a), atrevido (a), burro (a), hiperativo (a), sapeca e outras que costumam redirecionar para as crianças como uma forma de defini-las são denominadas como rótulos.

Quando você rotula alguém, nesse caso, seus filhos, você está limitando a capacidade dos mesmo, muitas vezes fazendo-os transformar-se aquilo que você diz que ele é. As crianças, mesmo quando ainda não falam, elas fixam o que é falado para elas, conseguem perceber o que acontece naquele ambiente em que elas estão presentes, no caso dos rótulos, quando repetido várias vezes, é difícil retirar aquelas palavras da mente da criança, fazendo-a tornar-se naquilo que dito.

Infelizmente, esses tipos de verbalizações não ocorrem apenas no lar, mas também nas escolas. É necessários que pais e educares se atente-se para esse tipo de comportamento, tem que se policiar ao tipo de apelido que é atribuído as crianças, o momento em que ele é empregado, pois muitas vezes chegamos a caracterizar uma criança em hora de um mau-comportamento e elas não são apenas esse rótulo atribuído, são muito mais que isso, são enumeradas características. As crianças sofrem por isso, e diversas vezes chegam a ser julgadas por determinada forma de ser tratada.

Às vezes, uma criança é rotulada com uma patologia por incomodar ou angustiar os pais ou adultos próximos, mas nunca lhe perguntam o que ela sente. Todas as crianças devem ser ouvidas antes de lhe apontarem o dedo. Os pais não têm culpa de nada, mas têm a responsabilidade de ajudar seus filhos.
     
Não se sabe ao certo a origem desses novos problemas (ser distraído, incomodar os outros ou não conseguir prestar atenção), que podem ser vistos como transtornos da infância. Algumas crianças têm dificuldade de falar ou socializar, e nesses casos, é muito importante trabalhar suas potencialidades.
     
Às vezes, uma criança não fala quando se espera, não nos olha nos olhos e parece distraída em seu mundo. Mas isso não significa que esse problema ou sintoma seja uma doença, muito menos antes dos seis anos. Se a rotulamos, comprometemos seu desenvolvimento.
    
Portanto, ao invés de julgar ou rotular nossos filhos, vamos buscar ajudá-los para que haja melhora em algo que eles tenham dificuldades, e também é necessário que a própria criança tenha o conhecimento de onde está o “problema”, para que ela veja que tem condições de ir do negativo ao positivo. Talvez, só o que faltasse para aquela criança fosse uma ajuda, ou alguém que a escutasse, não um rótulo que a discrimine.

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