Em pleno século XXI, onde a sociedade busca por direitos igualitários, por menos preconceito e mais flexibilidade dentro de ações e postura, a diferença de gênero, que é algo tão ultrapassado, ainda é muito comum entre as famílias, que de uma certa forma, acabam limitando as crianças de um leque de aprendizados por taxar objetos e comportamentos por ser de menina ou de menino.
 
Dividir brincadeiras e outras coisas por sexos, é limitar as crianças, é prendê-las a um mundo onde ela só pode fazer aquilo que a sociedade pré determina para ela, sem dá a chance dela ter contato com experiências diferentes, e com algo que a criança tanto queira. 
 
Um exemplo bastante comum, é relativo as brincadeiras e as cores, onde meninas vivem em um mundo cor de rosa e rodeadas de bonecas, enquanto os meninos vivem em um mundo azul coberto por carrinhos. Meninas são descritas como sentimentais, frágeis, delicadas e são educadas para uma vida doméstica, enquanto meninos tem que ser radicais, valentes, não choram, não demonstram sentimentos e são educados para uma vida mais agitada. 
 
Mas porque pregar isso? Porque um menino não pode brincar de boneca e uma menina com o carrinho?
 
Brinquedos, brincadeiras, cores, sentimentos não tem gênero, são coisas pessoais, que qualquer pessoa ou criança pode ter acesso, sem o ressentimento de sofrer preconceito por tal. O brinquedo que seu filho brinca, o sentimento que toma seu coração, não determinará sua orientação sexual, nem determinará quem ele será no futuro, isso só acrescentará no seu aprendizado, e ajudará ainda mais a lhe dá com questões futuras.
As questões de gênero, existe apenas na cabeça do adulto, enquanto para uma criança o brinquedo será apenas o brinquedo, onde não existe cor e nem tipo que se adéqua a seu sexo. Em uma brincadeira com bonecas o menino sempre será menino, e em brincadeiras com carrinhos a menina não deixará de ser menina. Eles apenas brincarão e se socializarão.  
 
Uma forma de definir o brinquedo que a criança pode brincar ou não, é bem simples. Basta responder a seguinte pergunta com “sim” ou “não”.
 
– Seu filho irá utilizar suas partes genitais com o brinquedo?
 
Se sua resposta for sim, então mantenha o brinquedo bem longe da criança, se a resposta for não, então qualquer criança poderá brincar independente do sexo da mesma.
 
Simples, não é mesmo?
 
Simples sim, porque esse pensamento retrogrado e ultrapassado deve-se ficar no passado, e as crianças merecem brincar em conjunto e não em grupos separados por uma questão de gênero. Assim você estará educando seus filhos para a vida, para o futuro, para situações que determinam nossa realidade, estará mantendo-o longe de preconceitos e estereótipos, e construindo um caráter admirável.
 
Um menino que brinca com bonecas e ajuda nas atividades domésticas, certamente será um pai e bom marido, e que na brincadeira deverá está apenas reproduzindo algo que ele já vê no cotidiano dele, como o pai cuidando dos irmãos ou ajudando sua mãe, e uma menina que brinca com carrinhos e brincadeiras mais ativas, com certeza será uma mulher mais corajosa, segura e determinada. E se sua mãe pode dirigir, poque ela não?
 
Pense bem, reflita, esqueça o gênero e adote o pensamento de que criança gosta de brincadeira de criança, e não coisas de menino ou menina!
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