A placenta durante a gestação, é fixada no corpo uterino e lá ela fica até o final da gestação na maioria dos casos. Ela é responsável por passar todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento fetal, é por ela também que a partir do feto chegam as substâncias que precisam ser eliminadas pelo organismo materno, além de ter a função respiratória, de produção de hormônios e de defesa.
 
Com um papel tão importante para o bom desenvolvimento do bebê, quando há o descolamento prematuro de placenta, todas suas funções ficam deficientes e podem trazer sérios danos ao bebê. Esse descolamento de placenta, se dá por conta de uma ruptura dos vasos sanguíneos que ligam o útero à placenta, causando um acúmulo de sangue entre esses dois órgãos. Com isso, o descolamento pode ser leve ou alto, sendo que, quando de forma leve, estando apenas com um pequeno deslocamento, a gravidez pode ser levada adiante, levando em consideração que a gestante deverá fazer repouso absoluto para que não tenha um agravamento do caso. Um descolamento mais grave, é mais perigoso, dependendo do tempo de gestação, o médico pode avaliar a interrupção da gravidez, ou apenas medicar a gestante para manter o bebê vivo e dentro do útero por mais tempo, além de ter que ficar em repouso absoluto. 
 
Na maioria dos casos de descolamento de placenta, pode haver sangramento, e dores abdominais. A principio é diagnosticado através de uma quadro clinico e pode ocorrer em qualquer fase da gestação, sendo mais comum após as 20 semanas. No descolamento leve, é mais comum que não haja sangramento ou apenas um pouco de sangue, tendo como principal sintoma a forte dor abdominal, já no caso mais grave há sangramento e fortes dores.
 
Segundo os profissionais de saúde, esse descolamento pode estar ligado a hipertensão, traumatismos e tabagismo. É importante saber que, em um descolamento de placenta mais grave o cuidado básico nesses casos é a reposição do sangue perdido e o acompanhamento do feto que, com a perda excessiva do sangue da placenta, pode apresentar deficiência de oxigenação e consequentes lesões do sistema nervoso ou mesmo a morte. 
 
Para evitar que isso ocorra, é importante está sempre verificando a pressão arterial (já que pode ser ela um dos fatores que leva a ruptura dos vasos sanguíneos que unem a placenta ao útero), evitar grandes traumas físicos e saber se há histórico do problema em gestações anteriores. 
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