Aqueles ataques de choros, gritos, se joga no chão, bate as pernas, entre outras coisas que as crianças fazem e deixa os pais de cabelos em pé. Pois é, quando começa a birra, salve-se quem puder! Os ataques de birra, é muito comum entre as crianças na faixa etária de 2 a 5 anos, e todos nós estamos sujeitos a esses episódios. Duvido muito que alguma criança nunca tenha tido um ataque de birra.

O que são as birras?


As birras são muito influenciadas pelo tipo de criação que a criança tem na família e pela personalidade dela. Esses episódios, nada mais é do que uma forma da criança expressar algo que esteja sentindo ou passando. Ela pode estar apenas querendo chamar a atenção de quem esteja por perto, pode estar frustrada ou pedindo socorro! 

O que faz as crianças fazer birra?

Diversos fatores podem contribuir para que ocorram as birras, como um pedido negado, mudança de casa, de escola. A morte de um parente querido ou de animal de estimação, a separação dos pais e até mesmo a falta de diálogo em casa. E a birra só vai ser uma forma dela trazer sua atenção para o que está ocorrendo.

Esse comportamento explosivo, acontece porque as crianças nessa idade ainda não tem maturidade suficiente para lidar com essas diversas situações já citadas. Por isso acabam explodindo tudo o que está sentindo, a fim de tentar conseguir o que quer, ou até mesmo testar os limites de seus pais, para saber até onde ela pode ir. E também expressar essa novidade que é se sentir frustrada.

Como evitar a birra?

Quando falamos de birra, os pais já arregala os olhos, se irritam, sentem até medo e pensam como algo de outro mundo. Chegam a achar que é um comportamento proposital da criança, mas todo esse “problema” pode ser resolvido de maneiras bem amigáveis, que vão exigir bastante paciência e que vão ajudar nessa maturidade da criança. Para ela saber lidar com essas situações que levam a birra, e aos poucos esses episódios irão sendo cada vez menos vistos.

Geralmente, antes do ataque explosivo, a criança pode se expressar com uma manha ou um pedido. Por muitas vezes não ser atendido ou desviado do que poderia leva-lo a fazer birra, o comportamento se agrava.

A falta de rotina, pode ser um dos motivos que leva seu filho a fazer birra. Estresse excessivo, cansaço, sono ou fome é um dos fatores que contribuem para esse comportamento. Um horário de sono regular, horário para refeições, lar tranquilo, pais compreensivos e atenciosos, são grandes formas de evitar a birra.

Outro fator que contribui, é local cheio, tumultuado, esses lugares costumam deixar as crianças estressadas. É sempre bom prepará-las para os passeios e avisar sobre o que a espera. De preferência evite sair em horários em que a criança costuma dormir ou fazer refeições. Em caso da criança querer algo ou não estiver gostando do ambiente, tente negociar ou distraí-lo levando para outro local.

Como lidar com as birras?


Primeiramente, respire fundo e tenha paciência! Se a criança já está em um ataque de birra e furiosa, pais impaciente e furiosos só irá agravar ainda mais a situação.

– Não perda o controle: firmeza e acolhimento são peças fundamentais. Ser firme no modo de falar, buscar falar com a criança na mesma altura, não entrar na pilha da birra, coloca-la no colo, e mostrar que entende o que está sentindo e até nomear o sentimento dela, ajudará a diminuir o ataque naquele momento. É importante também justificar o porque de você ter negado algo ou até mesmo o motivo da situação.

– Tenha palavra e não ceda aos apelos: As birras podem ser uma forma da criança tentar conseguir algo que ela quer e que os pais não a dão. Se você acabar cedendo naquele momento, ela verá que sempre fazendo aquilo conseguirá o quer, por isso ela testa os limites. Então manter sua palavra, fará com que ela desista daquele meio para conseguir o que quer e não repetirá a cena. 

– Você é o espelho do seu filho: Já imaginou se a criança resolve copiar as brigas e as batidas de porta dos pais, como uma forma de birra? A birra pode ser apenas uma reprodução do comportamento dos pais!

– Se não tem plateia, não tem show: Creio muito que essa é uma das verdades mais ditas quanto as birras. Enquanto damos atenção aos ataques de fúria das crianças elas estão lá a fazer, mas e quando não tem quem a veja? Elas simplesmente param, elas se preocupam quando os pais a deixam e preferem parar e ir atrás deles.

– Mude o foco: Se o problema é com algo ou algum lugar, distrair a criança e mostra-lhes outros ambientes e objetos. Isso ajudará a esquecer o que a deixou tão frustrada. 

– Dê consequências justas: De nada adianta você punir seu filho com algo que não cabe ao momento. Já imaginou se minha filha deixa de comer por causa da TV e eu vou puni-lá tirando suas brincadeiras favoritas? O ideal nesse caso seria tirar a TV dela naqueles momentos, até ela aprender que o horário da refeição não se deve estar assistindo a TV. A punição deve ser justa e não desproporcional ao erro.

– Não queira consertar o erro na hora da raiva: Na hora da raiva tudo que queremos é se acalmar e estar só, e não ouvir mais coisas que nos frustre mais ainda. Então espere todos acalmarem os nervos, pense nas medidas que serão tomadas, e quando todos estiverem calmos, converse com a criança de forma rápida e clara. Tente compreender ela e mostrar que poderia ter tido outra atitude para determinada situação. 

– Valorize os acertos de seu filho: Se podemos guia-los para o caminho melhor, porque não elogia-los e parabeniza-los quando acertam e fazem algo bom? Isso somará muito para a construção de um bom comportamento.

Sem mais delongas, as birras como já dito é um forma da criança expressar sua frustração, cabe aos pais saber contornar essas situações e mostrar a criança outros meios dela sair desse sentimento. Fúria, gritos, palmadas, punições severas, autoritarismo jamais será o melhor meio de contornar as birras. Por isso pense sempre na maneira mais amigável e amorosa de lhe dá com essas situações e boa sorte!
 
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Beijos, Ramonnielly. 🙂
 
 


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