Amamentar, deveria e deve ser um momento de respeito, plenitude e segurança tanto para a mamãe, quanto para o bebê, porém com a era de julgamentos, onde cada pessoa quer ditar o que é certo e o tempo de algo na vida alheia, as mães que buscam a amamentação prolongada, se encontram cada vez mais constrangidas e reprimidas pelas series de comentários negativos a respeito desse momento. 
 
Apesar das informações disponíveis, os diversos debates que ocorrem corriqueiramente, há ainda quem duvide dos benefícios de se amamentar por mais de 6 meses. O aleitamento materno, é recomendado pelo Ministério de Saúde para ser feito exclusivamente e em livre demanda, como único alimento do bebê até o 6 meses de vida, e podendo ser estendido até os 2 anos ou MAIS.
 
É aí que entra o drama. Todos ignoram a recomendação do Ministério de saúde em relação a amamentação prolongada, e ainda surgem na maternagem alheia com pitacos e comentários sem fundamentos e muitas vezes que prejudicam a amamentação do bebê.
 
Para você ter uma ideia, a amamentação não é apenas uma fonte de alimento do bebê, ela envolve muito mais que apenas “encher a barriguinha” do bebê, a amamentação é vínculo, é apego, é amor, é um ato de respeito com o tempo do bebê.

Desde o nascimento, em que o pequeno novo ser, sai daquele lugar quentinho e aconchegante que é o útero de sua mãe, ele passa por uma serie de fases e novas adaptações, e ele encontra na amamentação sua segurança, seu apoio e o calor que ele precisa para enfrentar cada nova fase que ele encontra por sua vida até alcançar a maturidade. A amamentação prolongada, é um passo por respeito e apego entre a mãe e a criança, que decidem caminhar juntos nessa trilha e esperar uma decisão conjunta que cabe apenas a eles dois, de quando parar com a amamentação e seguir por um novo caminho. Essa ruptura de mãe e bebê, deve ser feita com paciência, com amor, com preparação, nem sempre a mãe está preparada para parar com o aleitamento, e também nem sempre o bebê está pronto para ficar seu esse aconchego. 

A amamentação nunca foi um ato fácil de ser vivenciado, ele envolve inúmeras questões, envolve a mente, o corpo, o coração, a mãe e o bebê. Amamentar prolongadamente, significa mãe e bebê estarem juntos, e decidirem juntos em qual momento estarão prontos para parar, sem mágoas, sem culpas, sem ressentimentos, sem medo, e sim com segurança, maturidade, prontidão e certos de que a hora chegou!


Amamentar, é saudável desde que ambos envolvidos estejam confortáveis e felizes com isso, quando a mãe se encontra sã para alimentar seu bebê, e seu bebê faz do leite da mãe uma fonte de coisas boas para si! À partir dos 6 meses de vida, quando o bebê começa na fase de introdução de novos alimentos, ele se depara com uma nova insegurança, a insegurança se ser retirado de onde ele mais se sente acolhido, só que o leite materno continua sendo sua principal fonte de alimentação até o primeiro ano e de vida, e daí por diante uma alimentação complementar, que traz muitos benefícios, e o melhor, que traz apego para mãe e bebê.
Durante esse tempo, novas fases passam, novos desprendimentos, e a união continua ali, e o bebê continua vendo esse apego com bons olhos, que jamais será prejudicial! Criar com apego e amamentar, é oferecer o seio quando o bebê solicitar, é deixá-lo mamar o quanto quiser, é ser paciente, compreensível, cuidadosa, é alimentar com afeto.

Dentre tantas coisas envolvidas, o desprendimento que é causado no desmame deve ser natural, e é inserto quando feito em livre demanda, pois só o tempo dirá quando o bebê se desprenderá totalmente desse vínculo que foi criado desde suas primeiras horas de vida. É por isso, que as opiniões e informações equivocadas são tão grotescas, pois elas podem tirar dos protagonistas dessa fase, algo natural, algo importante, algo enriquecedor. Além do mais, a amentação prolongada, contribui para a inteligência e faz com essas crianças sejam adultos mais seguros, e também é a melhor forma de proteger o bebê de doenças.

O leite materno não muda sua formulação nutricional, não tem validade, não deixa de ser importante na vida do bebê com o passar dos anos! 


A amamentação contribui para:

– Diminui o risco de alergias

– Protege contra infecções respiratórias, entre outras
– Promove uma melhor nutrição
– Diminui risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes
– Reduz chance de obesidade
– Favorece a capacidade cognitiva
– Melhora o desenvolvimento da cavidade bucal

Se leite materno é só benefícios, porque interferir na amamentação alheia? O quanto amamentamos, e até quando amamentamos, só diz respeito a nós mães e a nossos filhos! Cada uma sabe até quando pode continuar com esse momento, não programamos datas, elas simplesmente chegam que mesmo possamos esperar. Por isso, devemos aproveitar desses benefícios, desse apego, desse vínculo.

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