Vista de fora ela tem dois extremos, mas vivenciar a maternidade na pele, com os hormônios explodindo e as emoções aflorando em sua mais alta intensidade, é se colocar em uma aventura sem volta, se render a um amor dos mais lindos que existe, é aceitar levar uma rotina frenética, e virar o centro dos julgadores de plantão. Para as mães não existe extremos, nem meio termo, é tudo vivido de forma intensa, ou é 8 ou 80, você é ou não é, você se encontra e desencontra várias vezes na mesma situação.

Pacientes e estressadas, amorosas e intensas, autoritárias e apegadas, ciumentas e zelosas, frágeis e fortes, cautelosas e impulsivas…viver a maternidade não é ser uma coisa ou outra, é ser tudo! É pintar uma folha em branco e vê que você nunca foi quem pensava quem é.

Vou te contar uma coisa. Coitada de quem decide ser mãe sonhando com comercial de margarina!! A maternidade e a vida, tem nada de comercial e tudo muito feliz. Hora estamos realizadas, outras estamos lutando contra nossos medos, entre outras somos as donas da razão e logo nos vemos fazendo muitas burradas da qual queremos logo concertar.

Na maternidade vimemos contradizendo o que é dito, pagamos a língua, passamos noites sem dormir, comemos comida gelada, somos as últimas a dormir, as primeiras a acordar, esquecemos de nós mesmas para cuidar de alguém que nos importa muito mais, unhas por fazer, cabelo destratado, roupas largas ou que nem nos cabe mais, casa levemente bagunçada (ta bom, totalmente bagunçada), olheiras sendo uma parte da nossa maquiagem, cabelo preso todo santo dia. 

Mas também mesmo que possamos dormir, acordamos inúmeras vezes para zelar o sono do filho, preferimos que ele coma primeiro, só dormimos depois que sentimos que o dever foi cumprido, acordamos logo para preparar tudo para eles, deixamos de cuidar de nós para ter mais tempo para eles, enxergamos a casa bagunçada como a alegria de ter filhos nela, as olheiras nem nos incomoda mais e o cabelo preso já virou um penteado requisitado.

Mães vivem em função de ver seus filhos da melhor forma, e para isso acabam se excedendo e dando o melhor de si mesma. Medo de errar temos! Mas quem é que acerta o tempo todo? 
Na maternidade não existe o certo e o errado, existe a maneira individual de cada uma ser mãe e maternar da melhor forma para ela e pro seu filho, afinal quem conhece melhor a cria do que a mãe e quem sabe melhor onde estão seus calos do que a própria pessoa?

E quando bate a culpa? Esqueça a culpa, você não tem que se sentir culpada por nada. Sinta-se bem, cuide-se, lembre-se de você, pois por mais que amemos e nos dediquemos integralmente aos filhos, eles precisam de nós sãs! 

Aceite uma ajuda, curta a vida, saia, deixe os filhos curtirem os avós, cuide deles, tenham momentos só de vocês, mas tenha momentos só seu também, desencane da casa brilhante e digna de muita organização, envolva-se na maternidade e vá sendo guiada de acordo com que a música toca. 

Aprendemos fazendo e vivendo, os erros vem para acertamos depois e a experiência para nos acrescentar. Viva e seja a mãe que você é, não a mãe que os outros pintam, no final tudo valerá a pena, no final do dia você dormirá feliz e certa que fez o melhor, porque a maternidade nua e crua não é só flores e nem só espinhos, ela é um pouco de tudo e só quem dirá o caminho é o seu coração!
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