Pagar a língua quando se torna mãe é mais comum do que imaginamos, e atire a primeira pedra quem nunca pagou a língua!
Antes de nos tornar mães, é fácil apontarmos o dedo, ou nos posicionar a determinados comportamentos e forma de maternar, a ponto de dizermos que com nossos filhos será diferente determinada situação ou que agirá de tal forma em algum momento especifico. Só que na prática, a teoria fica muito mais fácil. Quando estamos lá, vivendo e sentindo na pele o que realmente é ser mãe, a coisa muda de figura e nos encontramos perdidas em um labirinto, e quando se vê, já era, acabamos fazendo o contrário de algo em que falamos lá no passado. 
 
Mas é aí que entra toda o nosso aprendizado, são nessas horas que vemos o que realmente vale a pena ser feito e o que dá certo para nós, pois cá entre nós, não existe o jeito certo de se criar um filho, cada mãe tem seu jeitinho e sua forma de maternar, e no final das contas o que deu certo para uma mãe, muito provavelmente não pode resultar na mesma coisa para outra mãe. Muitas vezes digo e creio que a maternidade seja instinto, coração e prática, nem tanto a experiência, pois como já dizem, nenhum filho é igual ao outro e muito menos a mãe.
 
Sem mais delongas, elegi 4 situações em que eu faria diferente com o próximo filho.
 
Eu me sinto uma mãe sortuda, pois até o presente momento a Júllia não tem me deixado com os cabelos em pé, por me causar aborrecimentos ou por dá tanto trabalho, acho o comportamento dela natural para um bebê de 1 ano e meio e sempre encaro tudo com muita leveza, mas isso não me faz escapar dos erros. 
#1 – Ser menos ciumenta: pois é, não escapei do ciúmes, quando a Jú nasceu eu era um chiclete nela e ficava louca de chegarem perto dela, mais aos poucos fui me acostumando ao fato de eu não ser o único ser dessa família a ter contato com ela, afinal ela precisa conviver com as pessoas. Vocês devem está me achando louca rsrs
 
#2 – Dá menos importância aos palpites: e lá vem eles, os palpites de todo santo dia. Gente, esses “conselhos” desnecessários e sem eu pedir me geraram muito desconforto e estresse, e na maioria das vezes por escultá-los e não saber fingir que ouvi e ficar calada, eu sempre dava minha opinião, as pessoas não aceitavam e “txaram”, me irritava! Se eu tiver outro filho, com certeza esse será o ponto que mais terei foco em relevar.
 
#3 – Andar sempre com comida na bolsa pro bebê: outro motivo de nem tanto aborrecimento, mas de momentos um pouco tensos, é a questão da comida. A Júllia ainda mama e isso me faz se sentir um pouco livre nessa questão de andar sem comida, já que ela come em casa e quando saiu para um passeio, ofereço a mama para ela sem problemas quando ela pede, porém, as vezes ela vê que estamos comendo e as pessoas sentem a necessidade de que ela coma também, seja lá o que for, ela tem que comer, mas na maioria das vezes a comida não é muito favorável para ela e isso me causa preocupação, então andar com comida evitaria mais esses episódios. Nesses últimos dias já tenho passeado com ela e sempre levando um lanchinho. É vivendo e aprendendo!

#4 – Dá menos importância ao cansaço: Gente, isso é seríssimo, o cansaço nos consome tanto que acabamos perdendo a noção do que deixamos passar em função dele, um exemplo é o quanto deixamos de curtir momentos valiosíssimos com nossos filhos quando estamos exaustas e entregues ao estresse. Por isso, vale a pena fazer um esforcinho e mesmo que não esteja com um pingo sequer de disposição, tenta ter ânimo e aproveitar os filhotes, o tempo voa!

Levando em conta esses quatro itens, creio que foram onde mais identifiquei “erros” que cometi durante esse 1 ano e meio, e juro que estou tentando mudar em cada questão dessa. Mas como citei anteriormente, esses erros vejo como meus, isso não significa que para outra mãe seja, ou para algumas outras seja até um absurdo. Então, parando e analisando paguei a língua sim, paguei quando disse que pouco me importaria com opiniões, quando disse que seria uma mãe prevenida e sem neuras. 
 
Vivendo e aprendendo!! 
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